O Eu etílico que se embriaga por um pensamento

18.8.11

Monte Serrat, em Florianópolis, receberá próxima edição do Projeto DPU na Comunidade

A região do Monte Serrat, no Centro de Florianópolis, terá em 16 de setembro um dia de orientação e assistência jurídica gratuitas com o Projeto DPU na Comunidade, da Defensoria Pública da União em Santa Catarina. As atividades vão das 9h às 17h, no Espaço Cultural João Ferreira de Souza, em parceria com o Centro Cultural Escrava Anastácia.

Pela manhã, defensores públicos federais proferem palestras explicando a atuação da DPU em temas previdenciários, de saúde, penais e direitos fundamentais. À tarde, a equipe presta assistência jurídica integral e gratuita, com atendimento jurídico ao segmento da população que desconhece muitos dos seus direitos, divulgando a instituição e seus serviços.

Além do Monte Serrat, estão convidadas as comunidades do entorno, como Nova Descoberta, Alto da Caieira, José Boiteux, Tico-tico e Quebra-Pote.

O projeto DPU na Comunidade busca promover a difusão e a conscientização dos direitos humanos, da cidadania e do ordenamento jurídico a famílias de baixa renda, para que consigam exercer plenamente a cidadania.


http://www.dpu.gov.br/
dpusc.wordpress.com / @dpusc

16.8.11

NãO pare...



Por Camila Prando

....o moderno reacionário é a porta de entrada do velho fascismo....

 O rebaixamento do debate, a política virulenta, a banalização da violência e a criação de párias são o ovo de serpente do fascismo




Se você não entendeu a piada de Rafinha Bastos afirmando que para a mulher feia o estupro é uma benção, tranquilize-se.

O teólogo Luiz Felipe Pondé acaba de fornecer uma explicação recheada da mais alta filosofia: a mulher enruga como um pêssego seco se não encontra a tempo um homem capaz de tratá-la como objeto.

Se você também considerou a deputada-missionária-ex-atriz Myriam Rios obscurantista ao ouvi-la falando sobre homossexualidade e pedofilia, o que dizer do ilustrado João Pereira Coutinho que comparou a amamentação em público com o ato de defecar ou masturbar-se à vista de todos?

Nas bancas ou nas melhores casas do ramo, neo-machistas intelectuais estão aí para nos advertir que os direitos humanos nada mais são do que o triunfo do obtuso, a igualdade é uma balela do enfadonho politicamente correto e não há futuro digno fora da liberdade de cada um de expressar a seu modo, o mais profundo desrespeito ao próximo.

O moderno reacionário é um subproduto do alargamento da cidadania. São quixotes sem utopias, denunciando a patrulha de quem se atreve a contestar seu suposto direito líquido e certo a propagar um bom e velho preconceito.

Pondé já havia expressado a angústia de uma classe média ressentida, ao afirmar o asco pelos aeroportos-rodoviárias, repletos de gente diferenciada. Também dera razão em suas tortuosas linhas à xenofobia europeia.

De modo que dizer que as mulheres - e só elas - precisam se sentir objeto, para não se tornarem lésbicas, nem devia chamar nossa atenção.

Mas chamar a atenção é justamente o mote dos ditos vanguardistas. Detonar o humanismo sem meias palavras e mandar a conta do atraso para aqueles que ainda não os alcançaram.

No eufemismo de seus entusiasmados editores, enfim, tirar o leitor da zona de conforto.

É o que de melhor fazem, por exemplo, os colunistas do insulto, que recheiam as páginas das revistas de variedades, com competições semanais de ofensas.

O presidente é uma anta, passeatas são antros de maconheiros e vagabundos, criminosos defensores de ideais esquerdizóides anacrônicos e outros tantos palavrões de ordem que fariam os retrógrados do Tea Party corarem de constrangimento.

Não é à toa que uma obscura figura política como Jair Bolsonaro foi trazida agora de volta à tona, estimulando racismo e homofobia como direitos naturais da tradicional família brasileira.

E na mesma toada, políticos de conhecida reputação republicana sucumbiram à instrumentalização do debate religioso, mandando às favas o estado laico e abrindo a caixa de Pandora da intolerância, que vem se espalhando como um rastilho de pólvora. A Idade Média, revisitada, agradece.

Com a agressividade típica de quem é dono da liberdade absoluta, e o descompromisso com valores éticos que consagra o "intelectual sem amarras", o cântico dos novos conservadores pode parecer sedutor.

Um bad-boy destemido, um lacerdista animador de polêmicas, um livre-destruidor do senso comum.

Nós já sabemos onde isto vai dar.

O rebaixamento do debate, a política virulenta que se espelha no aniquilamento do outro, a banalização da violência e a criação de párias expelidos da tutela da dignidade humana.

O reacionário moderno é apenas o ovo da serpente de um fascismo pra lá de ultrapassado.
 
Este texto é de autoria de Marcelo Semer, juiz de direito paulista. O conheci através do blog do Alexandre e gostei muito de seus escritos no blog Sem Juízo (http://blog-sem-juizo.blogspot.com/).

8.7.11

CNJ. Conselho discute criação de defensoria pública em SC

8 de julho de 2011

O juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Márcio Fraga, se reúne nesta sexta-feira (8/7) com defensores públicos federais em Florianópolis para debater a criação da defensoria pública do Estado de Santa Catarina. Atualmente o estado não tem uma defensoria pública estadual. O problema foi detectado durante o mutirão carcerário que o CNJ promove no estado desde o último dia 13.

Durante as inspeções realizadas nos presídios catarinenses, muitos presos denunciaram a falta de atendimento jurídico por parte dos defensores públicos. Até a última segunda-feira (27/6), haviam sido analisados até o fim desta quarta-feira (6/7) 9.466 processos, sendo concedidos 1.599 benefícios, dos quais mais de 700 eram com soltura (entre extinção de pena, livramento condicional, indulto, liberdade provisória, relaxamento de prisão e concessão de regime aberto com prisão domiciliar).

“Isso corresponde a um percentual de 16,89%, o que indica que pelo menos em relação a população carcerária, os advogados dativos não conseguem, apesar dos esforços, atender às pessoas carentes de forma satisfatória”, afirma a coordenadora do Mutirão Carcerário do CNJ no estado, juíza Soraya Brasileiro.

Além da reunião, Márcio Fraga, juntamente com uma equipe do CNJ, inspecionará o Presídio Feminino de Florianópolis às 9h.

Na próxima terça-feira (12/7) acontece audiência pública na Assembleia Legislativa sobre a criação da defensoria pública estadual


fonte: http://juridiconews.publicacoesonline.com.br/?p=9979

21.6.11

"Se eu não tivesse amor" O filme


SINÓPSE:

Conta a história de 05 mulheres condenadas por envolvimento direto ou indireto nos crimes idealizados e executados por seus namorados, maridos e/ou companheiros. O filme revela o drama e os conflitos vividos por elas fora e dentro do cárcere. Fala ainda de profissionalização, ressocialização, e como o AMOR ou a FALTA DELE pode mudar a vida de uma pessoa.

Por motivação diferente, todas elas se envolveram em ações criminosas. Sem perceber, foram conduzidas pelo coração, cujo sentimento enganoso foi a porta de entrada delas no cárcere.

Encontro Nacional do Encarceramento Feminino

O envolvimento da mulher em atos delituosos importa compreender os desdobramentos conjunturais vinculados à prática dessas condutas. O número de mulheres encarceradas no país vem aumentando significativamente nos últimos anos. No entanto, o tema muitas vezes é relegado a um segundo plano.

Entretanto, a legislação penal e de execução penal, em geral, são omissas em relação às diferenças de gênero, favorecendo uma situação de desvalorização da mulher dentro do contexto penitenciário, que, de modo geral, foi previsto apenas para homens, sem atentar para características especiais, que vão desde as circunstâncias da prática de certos delitos, como no caso do tráfico de drogas, por exemplo, a situações envolvendo mães presas e seus filhos.

O Encontro Nacional do Encarceramento Feminino visa discutir as particularidades das mulheres no contexto prisional, reunindo renomados profissionais especializados no tema. Serão debatidos assuntos como a realidade atual intramuros, as regras da ONU para a segregação feminina (regras de Bangkok), a saúde das mulheres nos presídios e a realidade de mães e crianças presas.

O evento está sob a coordenação do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Medidas Socioeducativas (DMF), do Conselho Nacional de Justiça

Data: 29 de junho de 2011 (quarta-feira)
Local: Auditório Externo do Superior Tribunal de Justiça – STJ.
SAFS – Quadra 06 – Lote 01 – Trecho III
Brasília/DF

27.5.11

Marcha da maconha, direito à livre manifestação do pensamento e reunião e posição do judiciário - Vale à pena ler!

Vi no blog do Alexandre (http://alexandremoraisdarosa.blogspot.com/) e vale muito à pena expor nesse espaço. A discussão sobre a "legalidade" da marcha da machonha em Florianópolis passa por uma visão autoritária do funcionamento do Estado e moral da sociedade, marcada por um discurso extremamente elitizado. Também a discussão sobre a legalização da maconha está ebulindo não só no cenário nacional, como no internacional, e tem como crítica maior os efeitos perversos da política criminal de drogas.



Autos n° 023.11.026976-7


Ação: Cautelar Inominada/atípica/Cautelar

Requerente: Ismael dos Santos e outros

Requerido: Marcha da Maconha Brasil





"Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem

Apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final

Alguma coisa está fora da ordem

Fora da nova ordem mundial"

(Caetano Veloso)











Vistos, etc...

Ismael dos Santos, Centro Terapêutico Vida - CTV, e JC – Associação Brasileira de Combate às Drogas, qualificado à fl. 02, ajuizaram, por meio de procurador, a presente ação que denominam de "Medida Cautelar Inominada" em face de Marcha da Maconha Brasil, também qualificada.

Pretendem a concessão de liminar para a suspensão de evento nesta Capital, determinando-se medidas para a não realização da denominada "Marcha da Maconha", nesta cidade, sob pena de crime de desobediência.

Não indicam ação principal e pedem a citação genérica e editalícia dos responsáveis pelo sítio da rede mundial de computadores denominado www.marchadamaconha.org.

É o relatório.

Decido:



Impõe-se o indeferimento da inicial.

Dentre os defeitos que a contaminam, já de início urge lembrar que para se estar em juízo é necessário ter existência jurídica, o que não ocorre em relação à denominada ré.

É cediço, outrossim, que não há lugar no ordenamento jurídico pátrio para cautelares satisfativas. Característica intrínseca ao processo cautelar é a sua instrumentalidade (acessoriedade). Isto é, trata-se de um mecanismo processual que visa resguardar o resultado útil de futura ação de conhecimento ou de execução. É o instrumento de outro instrumento.

No caso dos autos, verifico o nítido caráter satisfativo da pretensão, que consiste pura e simplesmente que seja obstado o evento atacado.

Vale anotar, também, que os autores partem da premissa de que na aventada marcha ocorrerá ilícito penal, e fere a razoabilidade admitir como cabível o manejo de ação cautelar cível para obstar a prática de um crime que, em tese, se imagina possa acontecer. Ora, a prática de crime deve ser obstada e punida na esfera penal, ofendendo ao bom senso que, usando o mesmo raciocínio da inicial se admita uma cautelar cível, por exemplo, para proibir furtos em uma determinada região. Os argumentos a esse título trazidos à fl. 08 se sustentam em conjecturas do que poderia acontecer, e não justificam pedido que, no estado atual dos fatos, nada mais faz do que tentar obstar manifestação de um grupo indeterminado de pessoas.

Vale, por fim, trazer a sensata argumentação do magistrado paulista Marcelo Semer:

"Será que podemos dizer que defender a legalização da maconha seja mesmo uma apologia ao uso das drogas?

Se a manifestação fosse de gestantes pela não criminalização do aborto, diríamos que se se tratava de uma apologia à interrupção da gravidez?

A democracia é construída por contrastes. É natural divergir e faz parte das regras respeitar o pluralismo.

Pode ser pluralismo defender algo que hoje é ilícito?

Pois é o que os ruralistas fizeram ao pleitear mudanças no Código Florestal. Com a significativa diferença de que com a revisão do Código, busca-se expressamente a anistia para todos aqueles que já cometeram os atos ilícitos de desmatamento.

O debate quanto à descriminalização dos entorpecentes, aliás, está em pauta no mundo inteiro. Por que estaria proibido por aqui?

A democracia fica menor cada vez que uma manifestação é reprimida a bala.

Nesses momentos, é impossível não se lembrar dos anos de ditadura e as tantas passeatas que foram interrompidas na base do cassetete.

De lá para cá, todavia, uma nova Constituição foi escrita e nos acostumamos a chamá-la de cidadã, justamente por assegurar o direito à reunião, à livre manifestação sem necessidade de autorização e à liberdade de expressão sem censura prévia.(...)

A nostalgia da repressão chega, curiosamente, em um momento de despertar da cidadania, em sua acepção mais legítima.

Estamos no limiar da construção de uma nova política, ainda que não saibamos exatamente qual será ela.

As redes sociais aproximam as pessoas de tal forma, que não estão mais sendo necessárias lideranças para convocar ou promover manifestações, suprindo, para o bem ou para o mal, uma enorme crise do sistema representativo, que atinge governos e oposições.

Os exemplos da Praça Tahir, e de vários outros pontos pelos quais sopraram os ventos da primavera árabe, mostraram a velocidade da disseminação nas redes sociais, e sua enorme influência na capacidade de mobilização. O Egito derrubou um ditador de décadas, sem um único líder governando as massas.

Até São Paulo provou um pouco dessa nova espontaneidade, com o churrasco da 'gente diferenciada'. Marcado por um convite no Facebook, agregou em cascata centenas de pessoas indignadas com o preconceito como motor de recusa a uma estação de Metrô.

Desde o dia 15 de maio, mais de uma centena de praças espanholas estão repletas de jovens, de desempregados e de aposentados, clamando por uma democracia real, que não os exclua das riquezas do país e não os marginalize nas decisões.

Reuniram-se sem líderes e sem partidos e passaram a cobrar perspectivas que a Espanha vem lhes negando: "Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir", dizem em um de seus mais repetidos slogans.

Dá pra pensar na nostalgia dos anos de chumbo?

Não há espaço nesse admirável mundo novo para uma democracia que interdite o debate, um Estado que decida apenas ouvindo suas elites, uma política que sirva para o enriquecimento de seus burocratas, e juízes que se estabelecem como censores.

Alguma coisa está fora da ordem e isso não é necessariamente ruim." (fonte: Terra Magazine)





Desnecessárias outras considerações. Não há possibilidade de suprimento das falhas apontadas e o feito está, de qualquer forma, fadado à extinção, por impossibilidade jurídica do pedido.

Isso posto, indefiro a petição inicial e julgo extinto o presente processo, com fulcro no art. 267, IV e VI, § 3o, do CPC c/c art.295, II do mesmo estatuto.

Custas pelos autores.

P. R. I.

Florianópolis (SC), 25 de maio de 2011.







Maria Paula Kern

Juiza de Direito



20.5.11

Seminário Um mundo mais legal

Seminário “Um Mundo Mais Legal: Perspectivas para Mudanças na Política de Drogas”

27 de maio

Auditório do Centro Sócio Econômico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

PROGRAMAÇÃO:

  • 9:30h – Abertura: “O que é o InCa?”
InCa – Instituto da Cannabis – Lucas de Oliveira.
  • 10:30h – “Um Mundo Mais Legal”
Panorama da legalidade ao redor do mundo – Lucas Lichy e Gerardo Xavier Santiago – Adv° Nacional da                               Marcha da Maconha;
Consequências do proibicionismo – Alanna Souza.
  • 13:00h – Oficina de Arte
Faixas, cartazes, stencil em camisetas e outras alegorias para a Marcha da Maconha Florianópolis 2011.
  • 14:30h – “Cannabis Medicinal em Debate”
Prof° Reinaldo Takahashi – Neuropsicofarmacologista UFSC
Daniel Feliciano Ferreira – Exec. Sênior da Ind. Farmacêutica
  • 16:30h – Exibição do filme “Cortina de Fumaça”
Com a presença do diretor do filme: Rodrigo Mac Niven, que responderá perguntas após a exibição.
  • 18:30h – Mesa redonda “A Nova Lei de Drogas no Brasil, Lei n° 11.343/06″
Pedro Vieira Abramovay – Ex Secretário Nacional de Justiça
Orlando Zaccone D’Ella Filho – Delegado RJ, autor do livro “Acionistas do nada: quem são os traficantes de drogas”
Profª Drª Vera Regina Pereira Andrade – Direito UFSC
Deputado Estadual SC –  Sgto Amauri Soares
Emerson Silva dos Santos – PRD/Pref. Municipal de Florianópolis

19.5.11

O professor no ensino público - um desabafo



Em tempos de greve na educação no Estado de Santa Catarina, este vídeo é mais do que esclarecedor, é estarrecedor. Eu que passei 13 anos de minha vida escolar no ensino público deste estado, sei bem essa situação.

É urgente que, de uma vez por todas, redefinamos o papel da educação pública no Brasil, especialmente a educação do ensino básico e médio!

16.5.11

Grupo de Estudos NEPI - A criminalização feminina no contexto da política criminal de drogas

Grupo de Estudos

A criminalização feminina no contexto da política criminal de drogas no Brasil

Entre os anos de 2006 a 2008 o Núcleo de Estudos sobre Preconceito e Intolerância – NEPI/CESUSC - realizou pesquisa de campo dentro do Presídio Feminino de Florianópolis (PFF). O projeto de pesquisa intitulado “Intervenção no PFF” e Coordenado pelo Profº. Dr. Álvaro Antunes Gonçalves Andreucci, então coordenador do núcleo, tinha como objetivo principal fazer um raio-x da situação daquela instituição, traçando linhas que iam desde a estrutura física, a história do presídio até a percepção das apenadas sobre o significado da vida dentro e fora do PFF.

Como resultado dos trabalhos desenvolvidos no decorrer da pesquisa, em 2009 foram confeccionados artigos científicos, que trataram sobre diversos temas, passando pelas subjetividades, a execução penal feminina e os filtros de criminalização dessa parcela carcerária.

Sendo assim, dois anos após o término do projeto de intervenção no PFF o NEPI volta a propor discussão sobre o tema, pretendendo também apresentar os resultados da pesquisa e a situação da execução penal feminina em Santa Catarina.

Com isso, o Grupo de Estudos proposto pelo NEPI em 2011 tem como tema a criminalização feminina com foco específico no tráfico de drogas, isto porque no desenvolvimento dos trabalhos ficou evidente um aumento vertiginoso do número de mulheres criminalizadas por delitos relacionadas às leis de drogas no Brasil (lei 6.376/76 e 11.343/06).

O NEPI convida a toda a comunidade, alunos do CESUSC e demais interessados a participar do Grupo de Estudos e contribuir na ampliação e discussão do tema.

CRONOGRAMA:

Os encontros acontecerão às quintas-feiras, das 15h30min, às 18h nas

dependências do CESUSC.

INSCRIÇÕES GRATIUTAS!

Encontro 1 – 19/05: Apresentação do grupo de estudos, participantes e do tema.

Responsáveis: Cláudia Souza Mangrich, Gabriela Jacinto e Mario Davi Barbosa.

Encontro 2 - 26/05: A política criminal de drogas no Brasil

Textos: BATISTA, Nilo. Política criminal com derramamento de sangue. Discursos sediciosos: crime, direito e sociedade. Ano 3, n. 5 e 6. Instituto Carioca de Criminologia. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1998, pp. 77-94.

CARVALHO, Salo. A política criminal de drogas no Brasil. 4ª Ed. Rio de Janeiro: Lumem Júris, 2010.

Encontro 3 – 02/06: As mulheres no alvo da política criminal de drogas: da condição de vítima à posição de autora de crimes.

Texto: JACINTO, G et. alil. Esse é meu serviço, eu sei que é proibido: mulheres aprisionadas por tráfico de drogas. Revista Captura Críptica: direito, política e atualidade – Revista Discente do Curso de Pós-Graduação em Direito da UFSC. N. 2, vol. 2 – jan- jun 2010, p 51-78.

Encontro 4 – 09/06: Para além do estigma de vítima: em busca de novos olhares.

ANDRADE, Vera Regina Pereira de. Criminologia e feminismo: da mulher como vítima à mulher como sujeito de construção da cidadania. In: Revista Sequência. V. 18, N 35. Florianópolis, 1997, pp 42-49.

______. A soberania patriarcal: o sistema de justiça criminal no tratamento da violência sexual contra as mulheres. In: Revista Sequencia. N. 50. Ano XXV. Julho de 2005, pp. 71-102.

Encontro 5 – 16/06: Mulheres aprisionadas em Florianópolis: execução penal e ilusões que ainda sobrevivem

Textos: ANDREUCCI, A. G. et. alli. Mulheres aprisionadas: cotidiano, discursos e estigmas dentro e fora do Presídio Feminino de Florianópolis. Cadernos de pesquisa. CESUSC: Florianópolis, 2010.

BARATTA, Alessandro. Resocialización o control social – por um concepto crítico de reintegración social del condenado. In: Sistema penal para o terceiro milênio: atos do colóquio Marc Ancel. Rio de Janeiro: Revan, 1991.

Encontro 6 – 30/06: Identidade e subjetividades: Marcas para o resto da vida

MANGRICH, C. S et. alli. A subjetividade feminina: desprogramadas da sua identidade e programadas para o aprisionamento. Cadernos de pesquisa. CESUSC: Florianópolis, 2010.

Encontro 7 – 07/07: Encerramento

BARATTA, Alessandro. Direitos Humanos: entre a violência estrutural e a violência penal. Fascículos de Ciências Penais, Porto Alegre, Sérgio Fabris, n. 2. p. 44-61, abr/jun. 1993.


CERTIFICADOS:

• Para os participantes que obtiverem uma frequência igual ou superior a 75% será concedido certificado de 15 horas-aula;


ORGANIZAÇÃO NEPI:

Claudia Souza Mangrich
Gabriela Jacinto
Mario Davi Barbosa


LOCAL DAS INSCRIÇÕES:

Na secretaria de extensão do CESUSC
FONE: 3239-2638
 
 

4.5.11

Segurança Pública se faz com a mitigação de garantias: mais uma investida da "lei e ordem"

Do sítio do TJ/SC:

TJ estudará criação de vara de inquéritos para agilizar combate ao crime



O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Trindade dos Santos, reuniu-se nesta tarde (3/5), em seu gabinete, com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública e Defesa da Cidadania (SSP). Em pauta, a questão da segurança pública na Grande Florianópolis e os avanços do crime organizado, inclusive com ramificações nos presídios e penitenciárias da região.

“O encontro serviu para, mais uma vez, estreitar laços de cooperação entre os Poderes constituídos, em benefício da sociedade”, resumiu o magistrado, que se fez acompanhar pelo juiz Alexandre Takaschima, coordenador de Execução Penal e da Infância e Juventude (Cepij), e pelo coronel Walmir Moreira Francisco, chefe da Casa Militar do TJ.

O presidente do TJ adiantou a intenção de propor estudos sobre a viabilidade da criação de uma nova unidade jurisdicional na região metropolitana, responsável por prestar acompanhamento mais próximo dos trabalhos policiais. “Pensamos em algo como uma vara de inquéritos”, disse. Desta forma, explicou, os trabalhos de investigação provenientes de inquéritos policiais seriam submetidos à análise de apenas um magistrado, com possibilidade de maior agilidade em suas decisões.

Hoje, são quatro varas criminais somente no Foro Central da Capital. “Cada juiz tem sua própria dinâmica e modo de trabalho”, comentou o presidente, sem esquecer que todos têm total autonomia em suas decisões. A comitiva da SSP esteve composta do titular da pasta, César Grubba, e dos delegados Aldo Pinheiro d'Ávila, Marlus Malinverni, Márcio Fortkamp e Cláudio Monteiro. “Viemos traçar estratégicas de trabalho conjunto e integrado para fortalecer o combate ao crime organizado”, confirmou o secretário Grubba, após o encontro de pouco mais de uma hora na Presidência do TJ.




19.4.11

Chamadas Abertas: revista Sistema Penal e Violência

Prezados professores, pesquisadores, pós-graduandos e demais interessados

A Comissão Editoral de SISTEMA PENAL & VIOLÊNCIA, Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUCRS, comunica que encontra-se aberto o prazo para o recebimento de artigos para publicação na próxima edição do periódico (1º semestre de 2011), disponível em versão eletrônica no endereço http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/sistemapenaleviolencia/

Os artigos deverão ser encaminhados até o dia 15 de maio de 2011, e somente serão aceitos se encaminhados através do sistema de submissões on-line no endereço eletrônico da Revista.

Os artigos recebidos até esta data serão encaminhados para pareceristas e selecionados para a edição do 1º semestre de 2011, e deverão estar relacionados com as temáticas desenvolvidas pela linha de pesquisa em Sistemas Jurídico-Penais Contemporâneos.

A linha de pesquisa em Sistemas Jurídico-Penais Contemporâneos procura investigar os sistemas jurídico-penais contemporâneos a partir da análise crítica do direito penal e processual penal, verificando em suas bases teóricas fundantes as diferentes formas de violação/proteção dos direitos e garantias da pessoa humana.

Busca verificar os fundamentos discursivos da política criminal contemporânea e sua interação com a dogmática penal e processual penal, bem como suas implicações éticas na condução de um sistema de garantias dos direitos fundamentais.

As normas para publicação encontram-se disponíveis no endereço eletrônico da Revista.

Prof. Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo
Editor de Sistema Penal & Violência
Prof. Paulo Vinícius Sporleder de Souza
Sub-Editor responsável pela linha de pesquisa
em Sistemas Jurídico-Penais Contemporâneos