11.11.09
Tempos modernos e o caminho da não violência
22.9.09
Peripécias na privada
Daí, numa conversa com a avó do menino - por acaso minha mãe -, ela supôs que tentássemos logo pela manhã, depois que ele acordasse e já tivesse feito a primeira refeição (condição sem a qual o intestino dele não funcionaria!). Foi o que fiz. Assim como faço toda a manhã, procedi como combinado, pus o guri na privada a ali fiquei conversando para ver se algo acontecia. O tempo passou e nada do número 2, então desisti. Mas num súbito, percebi que ele tinha se agachado na tentativa de começar a "deflagrar o ato delituoso", foi aí que dei um flagrante e ele correu de mim - não queria de jeito algum que eu invadisse sua intimidade. Mesmo assim não teve jeito, peguei-o no colo e o levei pro banheiro e ali fiquei até que ele finalmente.....
É, finalmente! Graças ao esforço árduo de sue pai ele fez pela primeira vez cocô na privada. Foi uma vitória! Agora travaremos a lutar de fazer o ato contínuo, diário. Talvez assim, quem sabe, possamos economizar as tais moedas já que precisamos de muitas todos os meses para aguentar a quantidade de material desperdiçado.
Fico por aqui, só queria registrar um momento único da vida de meu filho e da minha também. Ah, no final batemos palmas (parabenizando-o pelo feito), demos tchau pro marinheiro e ele mesmo puxou a descarga.
Primavera, 22 de setembro de 2009.
Mário Davi Barbosa
27.5.09
Ponto e Vígula
Questão que me deixou em intriga
D'um ponto que, confesso, muito me falha
E uma vírgula que causa fadiga
Por certo seria essa questão de gramático
Mas aceito opinião até de gente enxerida
Se no lugar do ponto descanso
Ou p'ra vírgula dou desconto
E encontro no ponto uma saída
Não sou muito de frase terminativa
Dizem que isso é lá coisa de latino abrasileirado
Que esquece do ponto e se esbalda em riscos
Que, de cima à baixo, obstam a ideia explicativa
Mas vamos lá pensar
Porquê chegar tão cedo ao ponto
Se dá p'ra prolongar
O prazer e só depois gozar
Nesse ponto que se insere o ponto, e a vírgula!
Cidade Torpe,
27 de maio, outono de 2009.
Ps: A produção acadêmica também tem dessas coisas. A intriga foi real e a vírgula mais ainda, muito mais do que o ponto final.
23.4.09
Problema...?
Qual o caminho a ser seguido
Por que rua
Em que direção
De que maneira
Questionamentos constantes
Como o badalar do cuco
Nos ouvidos e lembrar
Que o tempo é implacável
Mesmo assim, e apesar desse peso todo
Sinto algo como a brisa que refresca
Na verdade muito mais do que a brisa
Que se sobrepõe a cada questionamento acima
E aos outros que possam surgir
O sorriso do menino
O olhar amendoadamente esbugalhado
Correndo por entre as nossas pernas
Pedindo atenção
Exigindo carinho
Uma coisa é certa:
O amor de um pai pelo filho
À despeito de toda a turbulência dos tempos de então
Amor que mais uma vez me vem:
Incondicional
Outono de 2009 (23 de abril)
Mário Davi Barbosa
17.3.09
Nada
Nenhum, nenhuma
Nem, numa
Nesse, naquele
Naquilo, naquele outro
Ninguém
Nada
Nur... ninho
Nicho, não
Neste, noutro
Nisso
Nada... nada
Nada!
Nada...
Mário Barbosa
Verão de 2009
20.10.08
Passa
Tempo que é tempo passa,
Que pena que passa e não deixa vestígios do que era
Só imagem, só lembrança...
Não volta, só esperança...
Pena que as coisas e pessoas mudam e quando mudam esquecem do tempo
Que passa, passa...
Tempo que é temp o passa,
E quando passa devasta
Deixa só vestígios, só lembranças
E a lembrança mede força
Que passa...
Mário Davi Barbosa
Nostalgia... Primavera de 2008.
4.7.08
Incondicional
Por isso constante e admirada
O meu fruto
Fruto do fruto proibido
Quando o delito foi menos vil e temido
Foi o cerne, o início
Transgressão surreal
E onde a virilidade se fez premente
O presente mais indecente que um dia recebi
Delicado, frágil e valente
Presente inconteste!
E o cuidado devido a cada momento
É amor que se dá e não se pede
Nada compra, nem se compara
À obra singular
Os momentos de uma vida que nasce a cada instante
E rebenta
Que é sempre novo e concreto
É sempre belo e constante
É tempo que não se perde, se ganha
Como uma construção
Que para ser tão bela a imponente
Precisa de tempo e dedicação
Tijolo com tijolo
Rabiscos mágicos
Desenhos ilógicos
Momentos inesquecíveis
9.5.08
Alma

Não é mentira
Queria eu cantar... só
Feito um canário ao iniciar o dia
(...)
A vida passa feito um rio que leva ao mar
Feito a brisa que refresca
Irremediavelmente súbita
Feito um brilho no olhar...
Pequenos versos perdidos em esperanças lúdicas de se ver livre dos cárceres das almas,
do cárcere de minha vã alma desalmada
1.4.08
Simples
Ter a possibilidade, a capacidade de surpreender
Surpresa
Eterna arte de fazer acontecer coisas que não se espera
Que não esperam
Surpreender-se
E fazer do novo um momento bobo
Porque a busca pelo infindável perfectível e surpreendente novo
Não é nada além do que a ilusão de achar que as coisas se resumem no seu resultado
E esquecer os meios, o andar e desandar
Surpreender-se
Achar graça em coisas simples
Na simplicidade de um sorriso maroto
Do desenvolver do garoto
Surpreender-se com o surpreender
Num momento em que tudo é tão previsível e palpável
Traçar um caminho com linhas simples e leves
E deixar que a vida se faça numa verdadeira estrada que guia e desvia
E encontrar-se nas lonjuras do interior de si mesmo
Cidade Torpe, 1 de abril de 2008
6.2.08
Medindo estradas
Ando caindo
Ando flutuando
De um lado a outro
E Deus me guiando
Não sei como eu ando
Medindo estradas
De norte a sul
Com fé no Senhor
Na força da caminhada
Como eu ando
Não sei
Só sei que vou
E deixo as linhas que formam as ruas
As casas que as acompanham
O céu, o mar...
A me levar no longo percurso
Não sei como eu ando
Ando caindo
Flutuando
E sigo o retorno a meu caminho
Na volta acíclica e confiante
Com fé e certeza
De que Deus vai guiando
Dedicado à Dona Maria, pelas voltas e voltas cidade afora.
Cidade Torpe, 4 de janeiro de 2008.
28.12.07
Revisitando-me (de volta para o passado)
Dias e sonhos
Dos meus dias, os passo pensando
Divido em turnos, horas, minutos, segundos
Passo seguindo sobre mundos e fundos
Dos meus dias não espero nada, continuo caminhando
Dos meus sonhos procuro fazê-los maiores que eu
Meus sonhos são grandes e viram a noite e rolam no chão
Os sonhos me guiam, me tiram do dia e me deixam em vão
Dos meus sonhos não falo, os tenho comigo à perdidos no breu
Dos dias não conto, deixo passar
Dos sonhos não espero muito... são devaneios
Dias contados, sonhos vividos sem fins ou meios
Dos sonhos não os tenho como certos
Os dias são tão certos, retos, corretos... para se contar
Sonhos vividos, dias contados de um sonho que, um dia, (quam sabe) virá
Postado em 06.09.06 (Tempestades e Idéias)
Conversa de um louco consigo mesmo
Talvez eu sempre estive louco e nunca me percebi
Olha só tanta coisa ao meu redor
Coisa que nem sei dizer o porque
São coisas que vão muito além da minha loucura
Pois na minha sanidade elas não cabem
Acho que estou me tornando a cada dia um pouco mais louco
Um pouco mais perverso
Um pouco mais disperso
Daquilo que eu queria alcançar
Pois se tanta coisa já se passou
Como relembrar das coisas que ficaram pra trás
... Estou fincando meio louco!
Essa loucura... (pensando)... Não sei onde vai me levar
Se pra algum lugar ruim
Se pra um lugar longe ou perto daqui
Será que realmente eu vou sair daqui?
Não sei, não posso saber, sou um louco
Louco, maluco, neurótico
Mais prá lá do que prá cá
Já me disseram que eu era louco
Mas eu nunca levei muito à sério
Nunca dei muita bola mesmo
Que a loucura que eu sinto
Me distancia desse mundo
A loucura que eu sou
Me leva pra onde eu nem sei se vou
Escrito numa tarde pacata de agosto de 2006 (também postado em Tempestade e Idéias)
Para ver a Parte II dessa história:
http://euetilico.blogspot.com/2006/08/conversa-de-um-louco-consi_115488547417304364.html
Pão com ovo
Ovo "estralado"... estrelado
Pão com ovo
Pão pro povo
Ovo cru
Ovo quente
Ovo pro pão
Pão com ovo, de novo
Ovo no bolo
Ovo do bolinho de arroz
Ovo na cabeça
Do ladrão

(...)
O povo ou o ovo?
O ovo na boca do povo
Povo quieto
Povo mexido
Pão com povo
Pão pro povo
Povo nu
Povo quente
Povo no chão
Pão pro povo, de novo
Povo sem bolo, nem fatia
Povo sem cabeça
Povo pro voto
Povo pro ladrão
5.12.07
O morro não tem vez
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=344&Exib=1

