19.12.06

Inferno tropical















E esse calor que me agonia
Calor de primavera
De final de dezembro
Calor melancolia

Esse ar quente que o vento não consegue ventilar
Ar de forno, do inferno tropical
Esse ar abafado que sua meu corpo
Que não me deixa cochilar
Depois do almoço
Após o jantar


Esse calor que o ano todo vivemos pedindo
Calor que deixa os hormônios à flor da pele
Que qualquer homem fica louco
Ao ver a beleza que passa na praia
Quase nua, seminua
Nua... à sós, no calor de matar

Calor que move o corpo
Calor que mexe com a cabeça
Calor que deixa sem jeito
Sem roupa
Descalço
Na praia
Sem nada
Cerveja, bom papo

Calor que queima o corpo
Calor que transparece
Enlouquece
Esse calor que move

Esse calor que me incomoda e acomoda
Calor fúria... da natureza
Calor tufão, furacão, vulcão... erupção
Esse calor que deixa meus lábios vermelhos
Que molha minha boca
Que me faz pensar em sexo...

3 comentários:

Isália disse...

se viesses a portugal passava-te logo o calor e a vontade...está tanto frio cá que nem te passa. Mas muito bonitas as tuas palavras

Gabriela Jacinto disse...

Nossaaaaaaaaaa!!!!
Qua calor ehn?!
É calor que arde, assombra, ventila
Calor de ilha que vem e vai
Calor de dezembro, janeiro e fevereiro
Que nos deixa na água, no mar
As nuvem já não conseguem esconder
Aquele que arde sem temer
Que move e não faz chover
somente nos cai os pingos d'água
do suor da temporada.

beijos

adorei seu poema...ema ...ema ...ema

Maika disse...

Caramba... ao contrário de tudo este blog me cái com um referesco. Acho que alcool é do que preciso. Calor nem sinto. O que me sufoca é falta de pessoas que pensam, ou exesso, nada fácil de dizer. Muita informação pouca lógica. Que mundo mais cheio de coisas. E parece que ninguém entende e nunca vai entender nada. Ou eu que estou fora de sintonia e acho o mundo anda torto. Ora, como saber? Continuar insistindo, batendo na mesma tecla até que algo aconteça... ou a vontade passe.
Enquanto isso, frequanto esses oasis.