13.5.07

Vermelho












Pulsa o sangue frio nas veias tortas
Corre o rio em direção oposta à nascente
Anda o menino de trás pra frente
Com passos firmes levantando folhas mortas

Corta a carne num corte profundo, intenso
E cospe mágoas e tosse resquícios de dores
Descobre ninhos, destrói os ninhos
No lugar deixa em pilhas monte de horrores

Cobra cega, não sabe aonde vai
Vai errante à procura de terra pra plantar sua semente
Suga tudo o que pode e deixa a terra minguante
E o olhar da bela fascinante não vê, se distrai

Corre, corre sangue gelado
Nas veias frias, quase entupidas
Corre o sangue frio em direção ao infinito
Não sabe aonde vai, mas corre o sangue maldito

Escorre por entre a ferida aberta
Pela mão do destino
Cai no chão sangue maldito
Estanca o sangue nos olhos meninos

O rio não desce, sobe
Retorna o caminho e nega sua trajetória
Nega seu ser, seu correr
Que retorna contra a nascente que desce

Mas haverá mesmo o rio
Haverá mesmo o sangue que jorra
E espalha por todos seu medo
Deixando o clima sombrio

Haverá mesmo dor
Nas veias de mágoas
E no rio que estanca com o horror
Do sangue que se espalha


Cidade Torpe, maio de 2007

2 comentários:

Gabriela Jacinto disse...

O sangue qualhado
Já escorreu
mas agora está estagnado...
sua mente é uma semente q cada vez cria algo novo e vivo
não suguei sua intenção ou se tinha intenção..é uma coisa sua ...dificil de decifrar...vamos esperar o sangue jorrar.

camyli disse...

parece o que tinha vivo em meu corpo e que sabia onde iria chegar era o sangue que ensiste em jorrar ou talvez o que sangra é minha alma e coraçao um apelo meio que em vão para manter vivo o sentimento mais que profundo que ensisto que tem que morrer .