É tudo isso o que eu não consigo explicar
É tudo isso
É mais um pouco
Sou eu, és tu, somos nós
Compostos por nossas particularidades
Compasso de uma orquestra destoante
Descompasso de um bailar a dois
É tudo isso e mais um pouco
Verdade ligeira, verdade presente
Mas qual será o eu
Que me compreende
Se eu lírico ou lúdico
Um pouco cá, um passo lá
Multifaces de um só ser
Descompasso
Isso tudo o que não posso entender
Porque se paro
Não sei em que lugar
Disparo alto
Buscando-me unifacetar
É mais um pouco
É um viver sem estar
Multiversidade deslocada
Mosaico pulsante
Cenários que se unem
Apesar de distantes
É tudo isso
É muito mais
26 de fevereiro de 2007
28.2.07
23.2.07
Engano
Se os vejo, não vejo
Se quero, já não quero
Se como, não como, engano
Não faço, disfarço
Engano
Não falo
Engasgo
----------Distorço
----------Engano
Não vejo
Atento
Percebo
----------Omito
-----------------Desejo
Não quero
Não quero
Não quero
Quero
Sentido
Disperso
-----------Não quero
-----------Não
-----------Quero
-----------Desperto
---------------------Tarde
Como engano
Não como
Como
Não
Engano
Como não
Engano como
Engano não
Disfarço
Faço
Vontade
----------Penso
Que não
Disfarço
Não faço
-----------Cansaço...
Fevereiro, 2007
Se quero, já não quero
Se como, não como, engano
Não faço, disfarço
Engano
Não falo
Engasgo
----------Distorço
----------Engano
Não vejo
Atento
Percebo
----------Omito
-----------------Desejo
Não quero
Não quero
Não quero
Quero
Sentido
Disperso
-----------Não quero
-----------Não
-----------Quero
-----------Desperto
---------------------Tarde
Como engano
Não como
Como
Não
Engano
Como não
Engano como
Engano não
Disfarço
Faço
Vontade
----------Penso
Que não
Disfarço
Não faço
-----------Cansaço...
Fevereiro, 2007
3.2.07
O que me dizes de ti?
E então, o que me dizes
O que me dizes sobre a minha vida
O que me dizes sobre a minha escolha
Tu, que tanto tempo se pusesse parado em minha frente
Pra dizer onde deveria ir
O que me dizes
Sobre as mazelas de um dia após o outro
O que tens a observar sobre o meu paradeiro
E narrar a minha chegada
Brindar minha partida
Saindo obrigado pelas circunstâncias
E então, o que me dizes sobre o que é ser alguém
O que é ter dignidade
O que é ter ao menos um caminho
O que me dizes das tuas palavras duras
Tuas lembranças ainda cruas em meu pensamento
Monstros guardados que me causam tormentos
E o que me dizes sobre ti
Sobre a tua vida
Os teus erros e tuas palavras malditas
Teus ranços guardados
E a destilação de teu veneno
O que me dizes de ti?
Cidade Torpe, fevereiro de 2007
O que me dizes sobre a minha vida
O que me dizes sobre a minha escolha
Tu, que tanto tempo se pusesse parado em minha frente
Pra dizer onde deveria ir
O que me dizes
Sobre as mazelas de um dia após o outro
O que tens a observar sobre o meu paradeiro
E narrar a minha chegada
Brindar minha partida
Saindo obrigado pelas circunstâncias
E então, o que me dizes sobre o que é ser alguém
O que é ter dignidade
O que é ter ao menos um caminho
O que me dizes das tuas palavras duras
Tuas lembranças ainda cruas em meu pensamento
Monstros guardados que me causam tormentos
E o que me dizes sobre ti
Sobre a tua vida
Os teus erros e tuas palavras malditas
Teus ranços guardados
E a destilação de teu veneno
O que me dizes de ti?
Cidade Torpe, fevereiro de 2007
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