28.12.07

Revisitando-me (de volta para o passado)

Trata-se de uma apresentação de poemas publicados no blog "Tempestade e Idéias", mantido por mim e alguns amigos até o início desse ano ativamente, mas que, por causas que ninguém sabe, deixou de ser referência de expressão artística e cultural de cada um dos participantes. São poemas que escolhi na época publicar naquele sítio e não nesse, também me falha o motivo da escolha (talvez porque não tenha tido motivo algum). É como se fosse uma arrumação geral, e as roupas que sobraram estou distribuindo para quem quiser!
Enfim, deixo que os poemas falem por si mesmos e, por isso, continuo no hábito de não fazer comentários sobre cada um em específico.
ps: Saudações aos amigos que ajudam a me guiar nessa trajetória longa que é a vida!
Saudações!

Dias e sonhos











Dos meus dias, os passo pensando
Divido em turnos, horas, minutos, segundos
Passo seguindo sobre mundos e fundos
Dos meus dias não espero nada, continuo caminhando

Dos meus sonhos procuro fazê-los maiores que eu
Meus sonhos são grandes e viram a noite e rolam no chão
Os sonhos me guiam, me tiram do dia e me deixam em vão
Dos meus sonhos não falo, os tenho comigo à perdidos no breu

Dos dias não conto, deixo passar
Dos sonhos não espero muito... são devaneios
Dias contados, sonhos vividos sem fins ou meios

Dos sonhos não os tenho como certos
Os dias são tão certos, retos, corretos... para se contar
Sonhos vividos, dias contados de um sonho que, um dia, (quam sabe) virá


Postado em 06.09.06 (Tempestades e Idéias)

Conversa de um louco consigo mesmo

Talvez eu esteja ficando louco mesmo
Talvez eu sempre estive louco e nunca me percebi
Olha só tanta coisa ao meu redor
Coisa que nem sei dizer o porque
São coisas que vão muito além da minha loucura
Pois na minha sanidade elas não cabem

Acho que estou me tornando a cada dia um pouco mais louco
Um pouco mais perverso
Um pouco mais disperso
Daquilo que eu queria alcançar
Pois se tanta coisa já se passou
Como relembrar das coisas que ficaram pra trás
... Estou fincando meio louco!

Essa loucura... (pensando)... Não sei onde vai me levar
Se pra algum lugar ruim
Se pra um lugar longe ou perto daqui
Será que realmente eu vou sair daqui?
Não sei, não posso saber, sou um louco

Louco, maluco, neurótico
Mais prá lá do que prá cá
Já me disseram que eu era louco
Mas eu nunca levei muito à sério
Nunca dei muita bola mesmo

Que a loucura que eu sinto
Me distancia desse mundo
A loucura que eu sou
Me leva pra onde eu nem sei se vou


Escrito numa tarde pacata de agosto de 2006 (também postado em Tempestade e Idéias)

Para ver a Parte II dessa história:
http://euetilico.blogspot.com/2006/08/conversa-de-um-louco-consi_115488547417304364.html

Pão com ovo

Quem saiu primeiro
O ovo ou o povo?
O povo come o ovo
Ovo cozido
Ovo "estralado"... estrelado
Pão com ovo
Pão pro povo
Ovo cru
Ovo quente
Ovo pro pão
Pão com ovo, de novo
Ovo no bolo
Ovo do bolinho de arroz
Ovo na cabeça
Do ladrão








(...)



Quem saiu primeiro
O povo ou o ovo?
O ovo na boca do povo
Povo quieto
Povo mexido
Pão com povo
Pão pro povo
Povo nu
Povo quente
Povo no chão
Pão pro povo, de novo
Povo sem bolo, nem fatia
Povo sem cabeça
Povo pro voto
Povo pro ladrão



Poema postado em 03.10.06 em Tempestades e Idéias (hoje um pouco inativo)

5.12.07

O morro não tem vez

"Se não fosse o samba quem sabe hoje em dia eu seria do bicho"

Hoje assisti a um documentário chamado "Coruja", que fala um pouco da trajetória de Bezerra da Silva, me interessei pela coisa e apresento a quem queira ver e conhecer um pouco da cultura brasileira (periférica).
Espero que agrade.

http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=344&Exib=1

Desfazendo a mesa

Assim como num livro de Jorge Amado quero desfazer a mesa e comer a comida mais carnívora e carnal, sugar do suco mais fresco e delirar gritando devaneios e suspirando volúpias. Pensar que a mesa pode (e deve!) ser usada pra comer comidas mais saborosas e necessárias e que ela mesma (a mesa) pode ser um espaço de dessacralização, isso porque - diga-se - a mesa é considerada como um lugar "sagrado". Não saberia explicar o que seria esse "sagrado", mas enfim, é isso mesmo!
Pensando assim, me vem a questão da dualidade da mesa, ou seria a dualidade das características construídas sobre (dual?) a mesa, lembrando que as coisas não são porque são, ou melhor, que o conceito das coisas é um construído por nós reles humanos. Logo o construído pode-se desconstruir ou, simplesmente, construído um novo sem eliminação do primeiro e assim por diante. Só pra terminar esse pensamento: não é mesa que é "sagrada" em si, mas nós que construímos essa sacralidade da mesa. Portanto me proponho a re(des)construir a mesa, ou seria a utilidade dela, o conceito...
Chega de chorumelas: Prefiro a mesa desfeita!